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Minha estréia como compradora virtual, parte 2: os produtos e o balanço final

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Oi gente! Continuando a saga compras internacionais, hoje vou falar sobre os produtos que comprei. Resolvi fazer um guia com fotos, porque não adianta eu falar, falar, falar o que eu achei se vocês não tiverem como visualizar o produto. Até porque, as fotos dos sites dificilmente mostram os detalhes que a gente tem vontade de ver, né? Então vamos lá:

  • Sobre o esmalte:

O esmalte, como eu já disse, é da marca Sinful Colors, custou apenas $2,00, e o vidrinho tem 15 ml (é um balde, praticamente impossível usar um esmalte desses até o fim).

Aplicação:

Aí vem o primeiro ponto negativo: eu não gostei nada do pincel desse esmalte. Provavelmente é porque eu sou uma manicure totalmente #fail, e se eu fosse fazer as unhas com uma profissional o acabamento ficaria bem melhor. Mas o caso é que o pincel é curto e fino demais pro meu gosto. Prefiro pincéis mais gordinhos, com muitas cerdas, pra que a camada de esmalte fique mais uniforme e não precise dar 500 pinceladas pra cobrir toda a unha. Enfim, esse é o ponto negativo.

Utilizei duas camadas de esmalte, mas como eu já disse, não sou muito habilidosa, e se a primeira camada tivesse sido bem aplicada, tenho certeza de que a segunda seria totalmente dispensável.

Depois da aplicação:

O esmalte demorou um pouco pra secar, mas nada fora do normal, visto que usei em um dia úmido. Quanto ao brilho, o acabamento é bem brilhante, e por isso não é necessário aplicar uma cobertura extra brilho, a não ser que ela também sirva para aumentar a durabilidade do esmalte na unha, aí é sempre válido. 😉

Li em alguns sites que essa cor específica da Sinful Colors não tem uma durabilidade muito grande, mas infelizmente não tive como confirmar isso na primeira vez que usei, porque fiz uns serviços domésticos meio “pesados” e passei muito tempo com as mãos na água, o que não contribui em nada pra que o esmalte dure, né?

A cor:

Gente, a cor é lindaaaa!!!!! À primeira vista ele parece um esmalte preto comum, mas contra a luz, ele se enche de brilhinhos que parecem uns floquinhos (não é glitter) coloridos. O único porém é que na unha os brilhos parecem ser somente verdes e azuis, e no vidro do esmalte, dependendo da luz, eles brilham também em roxo, rosa e dourado. Tirei algumas fotos, mas minha câmera não é lá essas coisas, então não captou bem a belezura toda do negócio:

Não reparem na minha falta de habilidade "manicurística"

  • Os pincéis:

O kit de pincéis de maquiagem da L.A. Girls é beeeemmm básico. Pra quem tá começando a se interessar por makes, e gosta de produções mais simples, acho esse kit ideal. Ele vem com 1 pincel pra blush, 1 pincel pra lábios e 3 pincéis de sombra. Todos são muito macios e apenas o de lábios soltou cerdas quando eu lavei antes de usar. Eles vêm dentro de um nécessaire preto, feito de um tecido bem bonito meio brilhoso, e bem protegidinhos por plásticos individuais. Pelo precinho ($8,00), ele cumpre o que promete.

Fotos:

Pincel para lábios

Pincel para blush

Pincéis para sombra

Aqui, o estojinho fechado (nesse zíper tem espaço pra guardar outras coisas), e aberto, com os pincéis nos plásticos protetores.

No fim das contas, convertendo o dólar pra real e incluindo o frete (que eu não lembro quanto foi), eu gastei R$36,00. Acho que valeu a pena porque, aqui no Brasil, eu nunca encontraria um kit de pincéis de qualidade pelo preço que paguei os da L.A. Girl. Se eu comprasse os pincéis individualmente, com certeza gastaria mais. E quanto ao esmalte, vale a pena pra quem tem alergia a tolueno e formaldeído, já que os da Sinful Colors são livres destes componentes.

Vale a pena fazer uma pesquisa em sites gringos que vendem o produto que você quer adquirir, porque pode ser que seja bem mais vantajoso do que comprar por aqui!

Espero que tenham gostado dos posts sobre compras! Se quiserem saber mais sobre o assunto, comentem! Qualquer dica adicional é válida, e os comentários são abertos pra isso! Até a próxima =)

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Minha estréia como compradora virtual, parte 1: o “antes”

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Quando a gente vicia em sites de moda e beleza, também acaba tendo vontade de experimentar outra coisa: a compra internacional. Existem muitas vantagens e desvantagens em comprar em sites gringos. Uma das coisas positivas é que alguns produtos importados que encontramos pra vender no Brasil, nesse sites são vendidos “direto da fonte”, ou seja, vêm de seu país de origem pela metade do preço.

Eu morria de medo de comprar alguma coisa gringa e o produto nunca chegar. Ou então da encomenda ficar presa na Receita Federal e eu ter que pagar uma taxa gigantesca pra poder retirá-la. Mas eu sempre tive muita vontade de “investir” em umas coisas legais sobre as quais algumas blogueiras vivem falando.

Aí chegou o Natal e o Papai Noel (mais conhecido como ‘minha família’) me trouxe dinheiro de presente. E eu resolvi deixar o medo de lado e me jogar nos sites internacionais. Fiz minha primeira compra na Cherry Culture, uma loja muito recomendada por blogueiras e por uma amiga, que já tinha feito encomendas por lá e recebido tudo direitinho. Não sabia como fazer pra ter meu cadastro no site e nem como fazer o pagamento (que foi feito via PayPal, o modo que eu considero mais seguro, porque não necessita que o número do cartão de crédito seja informado no site da compra, somente no PayPal, que media a transação). Mas é pra isso que existe o Google, né gente? Fui lá pesquisar como comprar no Cherry, e achei esse vídeo. É ótimo, explica tudo bem direitinho.

Ok, aí eu tomei coragem e comprei! Os produtos escolhidos foram esses (cliquem sobre os nomes par air até a página do Cherry onde se localiza o produto – informações em inglês):

Fiz a compra no dia 30 de dezembro, apesar de ser mais recomendado que não se compre nada fora do Brasil entre novembro e janeiro, porque o Correio daqui fica cheio de encomendas e com a “organização” deles, as chances de ter um pacote extraviado aumentam. Porém, como tinha um aviso no Cherry Culture dizendo que o pedido só seria processado a partir de 5 de janeiro, eu fiquei menos preocupada.

Sobre o frete: No Cherry Culture, você tem duas opções de frete. Uma é com número de rastreio, ou seja, você recebe um número de acompanhamento, com o qual pode consultar pelo site dos Correios onde está a sua compra, a data em que foi despachada, quando chegou no Brasil, etc. Se eu fosse comprar com número de rastreio, só o frete sairia $30,00. Pois é, dólares. Então eu escolhi a opção mais arriscada porém mais barata (sou pobre, gente). O frete sem rastreio é infinitamente mais em conta. Não lembro exatamente quanto foi o custo para as minhas compras, mas foi algo em torno de $9,00. Porém, eu não tive como acompanhar o “caminho” do pacote, por isso, se demorasse, sei lá… 2 meses pra chegar a encomenda eu teria que esperar sem reclamar, porque não tinha como saber onde estava o pacote. A escolha do tipo de frete fica muito a critério do cliente. Sempre tem que pensar se vale a pena desembolsar uma grana bem maior pelo “frete seguro”.

Depois da compra finalizada é que vem a pior parte: a ansiedade para que a encomenda chegue logo, e o medo de ser taxada pela Receita Federal. Confesso que eu não esperava receber nada até que se completassem 30 dias da compra, e o meu pedido foi processado no dia 6 de janeiro, conforme fui comunicada por e-mail. Qual não foi minha supresa/alegria/felicidade/alívio, quando, menos de 15 dias úteis depois, eu recebo meu pacote em casa, perfeitinho, com os produtos caprichosamente embalados, todos em ótimo estado? Gente, dá um alívio que, olha…

Bom, mas o meu objetivo com esse post, além de mostrar que compras internacionais podem dar certo sim, e que em grande parte das vezes vale muito a pena esperar a entrega, já que a economia em comparação com o preço daqui é muito grande, é mostrar a qualidade dos produtos, pra deixar todo mundo com vontade de se jogar nas compras em dólares. =)

E tem mais! A segunda parte da saga Compras Virtuais (aloca) vem nesse fim de semana! No próximo post eu vou mostrar os detalhes dos produtos que comprei e se valeu mesmo correr todos os riscos característicos de uma compra via internet e fora do país.

Enquanto isso, falem sobre as suas experiências! Até 😉

Qual o preço da sua beleza?

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Depois de o post passado ter sido sobre um assunto mais light, hoje vim falar de algo que considero bem sério: os testes feitos em animais.

Todo mundo bem sabe (ou deveria saber) que grande parte dos produtos de higiene e cosméticos que usamos no nosso dia-a-dia são testados para que a empresa que os fabrica tenha certeza de que eles não vão fazer mal à saúde das pessoas que os utilizam. Pois bem. O que grande parte dos usuários destes produtos não sabe, é que frequentemente estes testes são feitos em animais. Pra não chocar os que, como eu, têm estômago fraco, não vou postar aqui as fotos de como esses testes são feitos e quais os danos sofridos pelos animais que passam por eles, mas basta procurar na internet que você facilmente encontrará essas informações.

Os animais mais usados para testes são macacos e coelhos, mas os cachorros e gatos também entram na berlinda. Imagine ter produtos tóxicos pingados em seus olhos, que causam alergias na sua pele, ter seus cabelos raspados e líquidos que podem ser danosos ao seu organismo serem injetados em você todos os dias. Isso é apenas a parte mais “leve” do sofrimento pelo qual passam esses animais indefesos, que não têm como se proteger dos cruéis tratamentos a que são submetidos. Pra piorar a situação, muitos deles, quando envelhecem ou, na visão dos pesquisadores, se tornam incapazes de participar da tortura, são abandonados à própria sorte.

Não pretendo com este post abalar o lado sentimental de cada um. Apenas peço que pensem como seres racionais. Qual o direito que nós, seres humanos, temos de simplesmente pegar outro ser vivo e submetê-lo a esse tipo de tratamento? O que faz eu e você melhores do que um cachorro, um gato ou um coelho? A nossa capacidade de pensar? Então, que tal usarmos essa capacidade que nos foi dada para pensar nos animais, que não possuem o dom da comunicação, e defendê-los, já que eles não podem fazer isso sozinhos?

Antes que alguém argumente que não há outra forma de testar os produtos sem usar animais, eu lhes informo que, felizmente, há sim. Cientistas de várias partes do mundo estão trabalhando para evitar que seja necessário utilizar animais. Além disso, várias empresas de cosméticos e produtos de higiene (inclusive algumas delas brasileiras) já aboliram esta prática.

Sem o intuito de fazer propaganda, vou falar de duas empresas cujos produtos já testei e aprovei, e que apresentam em sua embalagem a informação “Produto não testado em animais”. A primeira é a Skala. Já usei o creme hidratante para o corpo e os xampus. Todos os produtos são muito bons, e os preços são ótimos. A segunda é a Vizcaya. Dessa, já testei o xampu e o creme para pentear, que também foram aprovados com louvor. Porém, a Vizcaya trabalha com produtos de custo mais elevado, mas pela qualidade do produto e pela preocupação com os animais, eu acho que vale a pena.

Outra coisa que quero lembrar é que neste post estou falando exclusivamente de produtos de higiene e cosméticos, pois há outras áreas que usam animais em testes, como a medicina e até mesmo a medicina veterinária, o que acho um absurdo, já que o estudante deveria aprender a zelar pelo bem estar do animal.

Mais uma coisa: não sou vegetariana. Espero no futuro ter mais força de vontade e abolir totalmente a carne da minha alimentação. Muita gente já me disse que não entende porque eu sou contra a crueldade com os animais se eu como carne, e sei bem que os bichos não são bem tratados quando são criados para abate. Acontece que, no meu ponto de vista, há um abismo de diferença entre matar um animal para se alimentar e matar um animal para “ficar mais bonita”.

Pra finalizar, quem tiver alguma dúvida ou quiser consultar a lista das empresas que testam e as que não testam seus produtos em animais, pode visitar o site da PEA – Projeto Esperança Animal, que lá tem todas essas informações. Outra coisa, se você quer saber mais sobre o método de testes de alguma das empresas que constam em qualquer uma das listas, envie um e-mail para o SAC da companhia em questão, que (provavelmente) eles te responderão. Fui ver com a Johnson & Johnson se eles testavam mesmo, e a resposta foi positiva. Já a Skala eu contatei depois de ver o aviso de “Produto não testado em animais” na embalagem de um xampu que comprei, e eles me confirmaram que não testam.

Minha atitude quando descobri sobre as empresas que usam animais para testes: fiz uma listinha com os nomes dessas companhias, e procurei só comprar produtos de empresas que declaram usar outro método de testes.

Mais informações sobre os procedimentos usados para testes em animais, procedimentos alternativos e leis que impedem o uso de animais para esse fim, acesse:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/index.htm (Site da PEA – Projeto Esperança Animal)

http://www.centrovegetariano.org/Article-41-%2BAlternativas%2B%25E0%2BExperimenta%25E7%25E3o%2BAnimal.html (site do Centro Vegetariano)

http://seja-vegetariano.blogspot.com/2007/11/empresas-criam-alternativas-aos-testes.html (Blog Seja Vegetariano)

 

Seja um ser humano consciente: evite comprar produtos de empresas que usam animais como cobaias para testar seus produtos. Acesse AQUI o panfleto educacional da PEA.

OBS.: Se alguém tiver alguma informação/site relevante para adicionar às informações desse post, sinta-se à vontade pra deixar seu comentário.